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20/Dezembro/2016

O controle de contaminantes

O controle de contaminantes

Farpas de madeira, cacos de vidro, fiapos e barbantes, partículas metálicas, pelos humanos e de animais, matéria carbonizada, penas de pássaros e insetos com todos seus fragmentos, são exemplos do que é levado como reclamação pelo consumidor. E reclamação grave acarretando as chamadas injúrias e, por elas, altas indenizações e imagem da empresa irremediavelmente abalada.
Para o consumidor afetado por problemas, objetos, partículas, o que for estranho no alimento ou bebida pode sim causar enfermidades ou lesões. Tais perigos físicos resultam de contaminação e/ou práticas deficientes em pontos da cadeia produtiva, desde a colheita até o consumidor – muitas dentro de um estabelecimento de alimentos por falhas em GMP e Controle de Pragas, conforme registra em relatórios a FAO.
Um estudo sobre este tema apresentou análise de quase 11 mil queixas de alimentos registradas no FDA, em um período de 12 meses. Dessas reclamações, 25% (2.726 casos) estavam associadas a objetos estranhos em alimentos ou bebidas, e 14% (387) casos tratavam de lesões causadas pela ingestão de objetos estranhos em alimentos ou bebidas. A maioria das lesões eram danos na boca e garganta, dentes, ou sintomas gastrointestinais. Se pesquisarmos também na mídia no Brasil, surgem outros casos.
Os objetos estranhos são apresentados na ordem de freqüência: vidro, metal, plástico, pedras, insetos seus fragmentos e resíduos, cascas/caroços, madeira e papel. As queixas de objetos estranhos envolvendo lesões e enfermidades estavam associadas a refrigerantes, alimentos infantis, produtos de panificação, produtos a base de chocolate/cacau, frutas, cereais, vegetais e carnes brancas/vermelhas.
Perigos ocorrem quando há a presença de partículas nefastas, normalmente, produzidas em defeitos de embalagem, quando o alimento tem ataque de insetos ou quando é sabotado. Tais perigos precisam ser controlados por inspeção cuidadosa e boas técnicas de vigilância aplicadas obrigatoriamente pelo produtor e pelo consumidor.
Estudos da FDA e da ANVISA definem o tamanho admissível de partículas, mas por menor que seja este tamanho em mm, é contaminação passível de passagem da boca pelo corpo.
A DuPont, em um estudo com a EIU (Economist Intelligence Unit) sobre maiores desafios e vulnerabilidades em segurança, acessibilidade e qualidade alimentar em 105 países, relata as maiores fraquezas do Brasil apontando a infraestrutura agrícola e transportes modais. Boa parte de danos, perdas, agravos e contaminações ocorre nessa esfera de transporte/armazenagem e na fragilidade ligada a infestações por ataque de insetos/pragas.
Uma nova sigla para Food Safety, a FSMA > Food Safety Modernization Act. Essa “lei ou ‘ato’ de modernização” do FDA, é uma reforma nos níveis de segurança em alimentos. Assinada em 04/01/2011 por Barack Obama, esta lei tem foco em garantia de abastecimento seguro e saúde pública, tendo como óbvio princípio o que GMP e HACCP preconizam há 40 anos: prevenir antes de ter que responder a uma contaminação.
Pauta-se, entre outros em: rastreabilidade, auditoria/inspeção FDA, defesa (Food Defence, bioterrorismo), registros e controles de importação. Trabalhos Food Safety em Controle de Pragas e intensas exigências HACCP no Brasil estão sendo aplicadas. A força tarefa busca minimizar, reduzir ou eliminar perigos e riscos – as vulnerabilidades. O Food Fraud, cerca os riscos de adulteração intencional.

A comprovação de corpos estranhos
O controle é via análise em microscópio óptico com capacidade de aumento em até 400 vezes, acoplado uma máquina fotográfica digital para obtenção de fotos com alta resolução.
Com o recurso da máqu9ina digital de alta resolução, todas as etapas da análise são fotografadas desde a embalagem do produto com dados que a identifiquem, até a fotomicrografia da matéria estranha encontrada.
A fotomicrografia é utilizada legalmente dada a necessidade de esclarecer o consumidor sobre suas dúvidas, aliando o resultado da análise com fotos que mostram as principais etapas da mesma. A comparação com padrões que auxiliem na identificação do objeto estranho, permitem a conclusão da análise e os esclarecimentos do caso sem sombra de ambigüidade com provas visíveis e compreensíveis a qualquer pessoa.
Cada vez mais peritagens técnicas com fotomicrografia em alimentos são aplicadas em questões e demandas, na maior parte das vezes, impactadas por fragmentos de insetos, aves e pragas similares.

Controles com Detector de Metais e Raio X.
O emprego de detectores de metal nas linhas de produção já é rotina e procedimento enquadrado nos planos HACCP Codex Alimentarius atrelados a políticas de metais/agulhas/soldas/limalhas/estiletes. Alguns processos mais sensíveis requerem o uso complementar de detectores de massa (densidade) nos fluxos de processamento, a fim de monitorar cascas e plásticos duros, vidros, espinhos/cartilagens/penas, etc.
Exigências em Food Defence associados com o recente FSMA americano já requerem a instalação desses equipamentos.

Atividade de monitoramento/frequência e ações corretivas:
Contínua: Todas as embalagens/produtos devem passar por detector em funcionamento, sensível em vários tipos de ligas de metal caso a caso.
Todas as embalagens/produtos desviados são avaliados, para se determinar a causa da rejeição. (Especificar localmente os procedimentos de avaliação a empregar).
Número de embalagens/peças/quilos de produto retido devido a contaminação confirmada deve ser registrado a cada período determinado de tempo de produção.
Caso o detector não esteja funcionando no limite previsto, interrompe-se a linha e o equipamento é reparado ou substituído. O produto fabricado desde a última vez em que se confirmou que o detector estava funcionando em seu limite precisa ser retido e submetido a exame por um detector stand by que esteja funcionando adequadamente.
Caso se descubra que mais embalagens/peças/quilos desviados do produto durante a fabricação contêm contaminantes, interrompe-se o processo, retém-se todo o produto (embalado, desembalado, reprocesso, outros) produzido, para quarentena.
Após a investigação, o produto de contaminação confirmada deve ser segregado.
É necessária completa documentação de rastreabilidade/retenção/liberação e todas as ações corretivas registradas.

Fonte: http://www.ultralight.com.br/artigos/controle-de-contaminantes



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